Atualmente com a internet, a informação está ao alcance de todas as pessoas. Com isto, se tornou comum a busca por conhecimento sobre tratamentos aos quais precisam ser submetidas. Assim, a primeira consulta antes de se iniciar o tratamento Ortodôntico, deve ser realizada de forma clara e precisa. O Ortodontista deve ter a habilidade de realizar uma boa anamnese e um exame clínico detalhado, além de conhecer profundamente as expectativas em relação ao tratamento (aumentando a chance de satisfação com os resultados finais) e estabelecer um relacionamento honesto entre profissional e paciente.

A documentação ortodôntica é um conjunto de exames (radiografias, fotografias, modelos de estudo e, quando necessário, tomografia) que proporciona uma visão abrangente do paciente, possibilitando detalhamento do caso inicial. De acordo com a Dra. Inês Martins, especialista em Ortodontia pela ABCD Florianópolis, “A documentação Ortodôntica é fundamental, tanto para o planejamento e diagnóstico, quanto para salvaguardar juridicamente o profissional (e o próprio paciente), caso hajam problemas durante ou após a conclusão do tratamento”.

Durante o tratamento ortodôntico, o profissional movimenta estruturas bucais importantíssimas do paciente. Para um tratamento mais preciso é necessário medir e planejar detalhadamente o caso, verificar possíveis problemas em locais que não podem ser vistos facilmente como: dentes inclusos (dentro do osso), problemas periodontais, cáries ou inflamações.

Existem vários tipos de documentações ortodônticas e os exames que a compõe às vezes podem variar de profissional para profissional. É importante ressaltar que cada caso é único e apresenta grau complexidade diferente, mas de um modo geral, uma documentação básica deve ser composta pelos seguintes itens: fotos; radiografias interproximais/periapicais, panorâmica e telerradiografia; traçado cefalométrico; modelo de estudo. (click AQUI e veja os tipos de documentações ortodônticas que oferecemos em nossa clínica)

Quando o dentista não solicita esta documentação, o paciente deve questionar e suspeitar que, provavelmente, o profissional não é um especialista, podendo acarretar em problemas funcionais e estéticos, entre os quais podemos relacionar:

  1. Dificuldade para higienização da boca, facilitando o surgimento da cárie, a formação de tártaro e problemas gengivais;
  2. Desequilíbrio dos dentes, com possíveis perdas em longo prazo;
  3. Problemas estéticos devido ao posicionamento errado dos dentes;
  4. Problemas mastigatórios e digestivos pela má trituração dos alimentos, interferindo na saúde total do paciente.

O que irá determinar qual o procedimento ortodôntico mais adequado e eficaz será a gravidade do problema a ser corrigido. Diversos tipos de aparelhos são utilizados tanto para a movimentação dos dentes (ortodontia) como para intervir no crescimento facial (ortopedia). Estes aparelhos funcionam colocando pressão nos dentes e ossos maxilares e podem ser fixos ou móveis.

A retirada do aparelho e o fim do tratamento ortodôntico não significa que o paciente deixará de ir ao Ortodontista. A fase de contenção é muito importante, sendo recomendado que o paciente continue com as visitas regulares ao consultório para que o Ortodontista continue avaliando a estabilidade do tratamento.

ATENÇÃO: Apenas o Dentista especializado em Ortodontista poderá determinar se o indivíduo poderá se beneficiar de um tratamento ortodôntico.


Fontes:

Vida de Dentista
OrtoBlog
OrtoCiência
Conquist Odontologia