Com o surgimento dos recursos digitais, cada vez mais os Dentistas vêm buscando ferramentas para abster-se de manter um espaço físico grande para armazenamento das documentações de seus pacientes. O que ocorre é que grande parte destes profissionais se esquecem ou negligenciam o fator segurança neste processo. A necessidade de comprovar a autenticidade de documentos e atribuir‐lhes um valor legal, seja através de uma assinatura de próprio punho, de um carimbo, ou de um selo de autenticação, é uma prática diária.

Com o crescente avanço tecnológico e a migração dos documentos para digital, o cuidado e a segurança que já existe nas transações de informação no modelo tradicional (físico) deve transpor a relação de confiança que já existe também ao ambiente digital. Para isso, faz‐se necessário a utilização de subsídios que permitam não só aos pacientes, mas também ao profissional do ramo da Odontologia, efetuar a troca de informações disponibilizadas em redes internas de clínicas, hospitais ou pela internet, e armazenagem de documentos com condições técnicas e legais para serem considerados confiáveis.

Em fóruns realizados pelo Conselho Regional de Odontologia dos estados de Rio Grande do Sul, Goiás e São Paulo, em Março e Novembro de 2003 e Março de 2004 respectivamente, foi recomendado aos Cirurgiões‐dentistas que utilizam arquivos digitais, que passem a assinar seus documentos com certificado digital A3, utilizado para confirmação de identidade na web, correio eletrônico, transações on‐line, redes privadas virtuais, transações eletrônicas, informações eletrônicas, cifração de chaves de sessão e assinatura de documentos eletrônicos com verificação da integridade de suas informações, no padrão ICP‐ Brasil.

Atualmente existe um grande numero de Dentistas que trabalham com fotografias, exames e outros elementos de informação clínica somente no meio digital, mas poucos usam a Certificação digital. A maioria até desconhece o que é e qual a real utilidade da criptografia de dados na internet, bem como a confiabilidade de sites, documentos eletrônicos e assinatura digital.

Antes de mais nada, devemos ressaltar que nos últimos anos, o aumento do tráfego de dados na internet ofereceu oportunidades que fizeram crescer o número de fraudes eletrônicas, e as técnicas aplicadas em alguns tipos de fraudes podem também ser utilizadas para intimidar o tráfego de dados de pacientes e a atividade médica/odontológica através da internet.

Correspondência entre identificação segura de um documento nos mundos real X virtual

Os princípios e conceitos básicos da segurança digital, embora por vezes complexos para os profissionais, podem ser compreendidos de forma efetiva. Em uma linguagem mais simplificada, podemos dizer que um Certificado Digital é um documento eletrônico que identifica o emissor de uma chave criptográfica. Nesse certificado, uma terceira parte confiável, denominada autoridade certificadora, atesta a autenticidade da chave pública ou privada aí contida, garantindo a identidade do seu emissor.

Na prática, a Certificação Digital funciona como uma carteira de identidade virtual, autenticada por uma entidade confiável, que garante a identificação segura da contraparte em uma transação através de uma rede de computadores.

É certo que, com todas as mudanças advindas das inovações tecnológicas, a cultura do papel aproxima-se de seu fim. Os arquivos e as relações digitais vieram para revolucionar e impactar positivamente a vida e o sistema de trabalho não só dos profissionais que atuam no ramo da Odontologia, mas também para os de todas as áreas. É por isto que aqui na Céfalo-X já possuímos a Certificação digital de TODAS as imagens e laudos que produzimos desde 2009, apesar da obrigatoriedade desta prática só ter entrado em vigor em Janeiro de 2016 para todas as Clínicas de Diagnóstico por imagem (Médicas e Odontológicas).

 


Fontes:

ABO Juiz de Fora
Revista da ACBO – Academia Brasileira de Odontologia
Scientific Electronic Library Online